Esporte e Tecnologia: Protetores Bucais Coletam Dados Importantes de Jogadores de Futebol Americano

Posted by By at 18 July, at 00 : 41 AM Print

Esporte e Tecnologia: Protetores Bucais Coletam Dados Importantes de Jogadores de Futebol Americano

Mordedura:Protetores bucais como este estão sendo usados por jogadores de futebol de Stanford nesta temporada para registrar informações sobre as forcas agindo sobre a cabeça.  Fonte: X2 Impact

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Protetores Bucais Coletam Dados Importantes de Jogadores de Futebol Americano

Pesquisadores de Stanford acreditam que o protetor bucal sem fio será melhor do que capacetes específicos na avaliação de lesões da cabeça.

Apesar da crescente preocupação sobre as conseqüências a longo prazo de lesões sofridas na cabeça em esportes de contato, pesquisadores ainda não têm certeza de como os diferentes tipos de golpes afetam o cérebro.

Uma equipe da Universidade de Stanford está usando protetores bucais com sensores para avaliar os efeitos de lesões na cabeça em jogadores de futebol. Os pesquisadores planejam estender sua pesquisa a outros esportes, inclusive o lacrosse e o hóquei femininos. Eles esperam que o protetor bucal, criado por X2 Impact, uma empresa de Seattle, torne-se uma alternativa acessível aos capacetes especiais utilizados nos estudos sobre lesões na cabeça.

Nos últimos anos pesquisadores utilizaram capacetes equipados com sensores para registrar os golpes e as forças de impacto sustentadas por atletas. Todavia, eles ainda não sabem que tipos de golpes são mais propensos a causar concussões, tampouco se há um número limite de golpes que possa acarretar danos sérios.

O professor adjunto de cirurgia ortopédica da Escola de Medicina de Stanford Dan Garza e sua equipe recentemente concluíram um estudo sobre protetores bucais utilizando manequins de testes de colisão, e planejam publicar os dados em breve. Nesse ínterim eles estão testando os protetores bucais em jogadores de futebol universitários nesta temporada, e os testarão também em jogadoras de lacrosse e hóquei de campo.

Garza acredita que os protetores bucais podem ser mais precisos do que os capacetes já que não se  moverem tanto durante o impacto. Os protetores também registram as forças em ação dentro do crânio, alem de serem mais econômicos. “Será interessante ver como estas informações se comparam às informações obtidas pelos capacetes”, diz ele. Os estudos de Stanford irão coletar dados a partir dos protetores bucais, de vídeos dos jogos – quando disponíveis e de informações clínicas acerca das lesões dos jogadores.

Christophe Mack, co-fundador da Impact X2, concorda que os protetores bucais são melhores do que os capacetes para registrar as forças de impacto dentro da cabeça. Seus dispositivos possuem seis sensores que medem as forças lineares e rotativas. Eles transmitem informações sem fio a um dispositivo de monitoração situado nas laterais. Um algoritmo proprietário avalia as forças recebidas pelo cérebro com base no que é registrado pelos protetores bucais. Mack diz que os protetores bucais não se movem excessivamente durante o jogo porque eles são moldados de acordo com a boca do jogador. Quando eles se movem, o sistema reconhece isto e corrige o registro dos movimentos. Os protetores bucais também contêm sensores que indicam se eles estão em contato com o tecido bucal. A empresa estabeleceu uma parceria com a Bite Tech para comercializar o protetor bucal no ano que vem.

Robert Cantu, co-diretor do Centro de Estudo de Encefalopatia Traumática da Universidade de Boston, diz que as tecnologias de sensores de impacto têm problemas para explicar os efeitos que os vários tipos de impacto têm sobre o cérebro, e também que nenhum aparelho pode prever uma concussão. Ele também se mostra cético em relação a ser possível para um protetor bucal registrar forças com exatidão, porque “a maioria dos golpes sofridos por atletas não ocorre no local onde o protetor bucal está. ” No entanto, ele acredita que as tecnologias de sensoriamento de impacto podem oferecer um grande conhecimento simplesmente ao registrar a ocorrência de um golpe, mesmo se não for possível  para elas determinar sua força e localização exatas. “É extremamente importante registrar o número de golpes”, diz ele.

Pesquisas utilizando capacetes de sensoriamento de impacto desenvolvidos pela Simbex já levou as escolas Ivy League a modificar as diretrizes das práticas para reduzir o número de golpes sofridos por jogadores. Jonathan Beckwith, diretor de pesquisa da Simbex, explica que encontrar uma relação entre os impactos e lesões tem sido difícil sem o registro de lesões suficientes para tirar conclusões significativas. A empresa e seus parceiros, porém, “já registraram mais de 100 lesões diagnosticadas em campo”, e publicarão as conclusões desses estudos em breve.

Fonte: http://www.technologyreview.com.br/read_article.aspx?id=38884

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